quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Mais um episódio da "Dança das Cadeiras" do Campeonato Brasileiro

Por: Nickolas Lyra Rodrigues

     E aí meus amigos leitores. Tudo bem com vocês? Hoje vamos sair um pouco da rotina dos eventos e vamos discutir sobre um assunto que assola nosso futebol brasileiro há anos. O "Vai e Vem" dos técnicos nos grandes clubes. Vou ser bem opinativo e bem direto em relação a este assunto,não vou postar imagens ou citar todos os nomes pois espero trazer um conteúdo diferente e interessante para meus leitores,
     Preciso começar dizendo que temos nesse Brasileirão 2014 uma média de 1 técnico demitido por rodada, isso é consequência de uma má administração, que engloba salários atrasados, más condições de trabalho e por aí vai.
     Logo na primeira rodada, tivemos a demissão de Paulo Autuori do Atlético-MG e a entrada de Levir Culpi no comando do Galo. Sendo bem irônico, parece que foi um play na música pra "Dança das Cadeiras" começar. A partir daí, tivemos: Flamengo, Atlético-PR, Cricíuma, Bahia, Coritiba, Figueirense, Chapecoense, Grêmio, Vitória e Palmeiras trocando de treinadores. Alguns clubes trocando até mais de uma vez.
     Particularmente eu acho essas trocas necessárias porém muito intolerantes, mas isso é culpa do nosso sistema e da imprensa, que por sua vez tem o dever de colocar o treinador numa saia justa sempre que puder nas entrevistas. Essas perguntas são do tipo: "Treinador, o time perdeu a segunda consecutiva, tendo em vista o nosso campeonato de pontos corridos, o que falta pro time retomar o caminho da vitória??? Já podemos chamar de crise?? Como está o Ambiente???". Essas perguntas deixam o treinador com a "obrigação" de falar o que está acontecendo nos bastidores, no elogio dificilmente conseguimos informações pra colocarmos na capa dos jornais e, ganhar o público e a a força da mídia. Por outro lado, essa é a função do jornalista correto? Sim, correto. Mas parando pra pensar, essa peculiaridade da imprensa acaba refletindo na diretoria de um clube, que começa a cogitar hipóteses de demissão, novos nomes pro cargo o que reflete no time, que não ganha segurança e nem estabilidade emocional pra seguir num campeonato tão longo e disputado.
     O que me intriga é que não acontece isso no futebol europeu. Mas aí você pode pensar: "Eles tem mais dinheiro", "A condição é melhor", "Os jogadores são melhores". Sim, eu também penso desta forma. Mas aí eu gostaria de perguntar aos senhores: O que falta pra algum treinador brasileiro dirigir um grande clube europeu? Até então os mais recentes foram Felipão (Chelsea) e Vanderlei Luxemburgo (Real Madrid), ambos sem muito sucesso.
     Pra tentarmos entender a diferença entre o Futebol Brasileiro e o Futebol Europeu vou citar o caso do Sir. Alex Ferguson. Assim que chegou ao Manchester United, em 1986, não teve bons resultados e por muito pouco não foi demitido do comando dos "Diabos Vermelhos". A tolerância e a confiança do clube inglês os renderam 13 Campeonatos Nacionais (Barclays Premier League), 5 Copas da Inglaterra, 4 copas da Liga Inglesa, 10 Supercopas da Inglaterra, 2 UEFA Champions League, 1 Recopa Europeia, 1 Supercopa da Europa, 1 Taça Intercontinental, 1 Mundial de Clubes (FIFA). Temos aí um grande treinador que passou 26 anos no comando do time do Old Trafford. No Brasil tivemos um exemplo recente. Tite, que comandou o Corinthians e deu a primeira Libertadores do clube paulista e no mesmo ano o Mundial de Clubes (FIFA) depois de ter sido bancado pela diretoria do clube devido a uma série de péssimos resultados.
     Portanto, senhores, o ponto que eu quero chegar é que com uma confiança maior dos clubes e uma desconfiança menor da imprensa podemos dar um pequeno salto no que se refere ao nível atual do futebol brasileiro. Claro, clubes como Flamengo, Corinthians, São Paulo, não tem o mesmo cacife de um clube Europeu, estão beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem longe disso. Mas precisamos reconstruir a nossa história e se modernizar perante a situação do futebol atual. O Cruzeiro vem fazendo isso com Marcelo Oliveira, a bastante tempo no cargo, mais é só começar uma sequencia de derrotas e ele perde o seu emprego, isso está errado. Entendam, não estou defendendo alguém que esteja prejudicando o clube deva continuar até porque vivemos de resultados. Por isso digo que a palavra-chave pra começarmos a a nos reerguer é: PLANEJAMENTO. Também devemos segurar mais nossas crias, os meninos que se destacam na base, que dão resultado, pra que eles possam crescer junto ao clube e ir pro exterior bem preparado.
      Neymar foi um caso de acerto do Santos que o segurou o quanto pode, fazendo com que o Santos atingisse outro patamar e que o tornasse a estrela maior do nosso Futebol ,chegando ao Barcelona com poderosas cifras e status de estrela. Um caso de erro foi Phillipe Coutinho do Vasco, que com 15 anos foi vendido ao Inter de Milão (Itália) e que pouco pode mostrar quando teve a chance no time cruz maltino. Apesar das poucas chances no clube italiano, hoje ele é, junto a Steven Gerrard, a referência do clube Inglês Liverpool. Se fosse segurado por mais tempo aqui, ele iria com muito mais cifras e muito mais status e respeito e talvez a Seleção Brasileira fosse uma realidade, mais cedo do que hoje é.
    Pra encerrar,queria pedir desculpas ao chefe Lucas Nunes que deve me demitir depois desse texto, pois realmente fugi do proposto por ele. Porém deixo claro minha opinião sobre a "Dança das Cadeiras" do Futebol Brasileiro.

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