domingo, 12 de outubro de 2014

No duelo entre Neymar e Messi, quem brilha é Diego Tardelli!

Brasil bate a Argentina em Pequim, demonstra pequeno avanço e Neymar levanta o primeiro troféu como capitão da Seleção

Por: Lucas Nunes

Neymar conquista seu primeiro título
como capitão da Seleção Brasileira. |
Foto: Rafael Ribeiro - CBF
Há quem diga que o Superclássico das Américas (antiga Copa Roca), torneio realizado por CBF e AFA e com a chancela da CONMEBOL, não serve pra nada. E eu até concordo em partes, mas sou obrigado a admitir: dessa vez serviu.

Serviu porque tivemos uma recente alteração no comando técnico da Seleção Brasileira e buscamos, desesperadamente, um estilo de jogo, algo que começa a apontar no horizonte. Dunga, em sua segunda passagem, começa a encontrar a forma que o Brasil irá atuar, conforme o planejamento, até a Copa do Mundo de 2018. E, sinceramente, não me agrada nem um pouco.

O técnico Dunga mandou a campo Jefferson; Danilo, Miranda, David Luiz e Filipe Luís; Luiz Gustavo, Elias, Oscar e Willian; Neymar e Diego Tardelli. No decorrer do jogo Gil, Robinho e Kaká entraram no time, nas vagas de David Luiz, Neymar e Kaká, respectivamente. Logo de cara, eu lamento que jogadores como Danilo, Gil, Filipe Luís, Elias, Robinho e Kaká estejam vestindo a camisa amarelinha. Desses seis, creio que três ainda dá pra engolir desde que fiquem no banco de reservas (Gil, Elias e Kaká). Os outros, Dio Mio, já deram o que tinha que dar!!!

Ah, uma ressalva; muito se falou, durante a Copa do Mundo, do despreparo emocional dos jogadores. Porém, pode-se ver, sábado pela manhã (pra nós aqui no Brasil, era noite na China) um Dunga completamente destemperado. Muito estressado durante o jogo e no final da partida ainda arranjou uma discussão com integrantes da Comissão Técnica da Argentina. Um fato até engraçado; ele mexia no nariz enquanto discutia com o massagista adversário, gritando "você é igualzinho". Logicamente ele remetia ao maior ídolo argentino, Diego Armando Maradona, e o famoso e triste caso do envolvimento do craque com a cocaína. Isso é completamente inaceitável em um treinador, sobretudo de Seleção Brasileira de Futebol. Os jogadores não podem chorar, mas ele pode arrumar confusão na beira do gramado? Temos que rever certos conceitos!

• O jogo


Tardelli comemora com Neymar seu primeiro gol
vestindo a camisa da Seleção Canarinho. | Foto: Reuters
Por mais incrível que pareça, quem jogou mais foi a Argentina. O time de Messi foi superior durante boa parte do jogo, sobretudo nos 20 minutos iniciais da partida. O Brasil não conseguia sequer sair de seu campo de defesa. O placar só não foi aberto a favor dos Hermanos devido a incompetência de seus atacantes, sobretudo Agüero, que perdeu no mínimo 4 chances claras - e que fizeram muita falta.

E já diz o famoso ditado: "Quem não faz, leva". E a Argentina levou. Diego Tardelli aproveitou uma falha bisonha da zaga adversária e abriu o placar no Ninho do Pássaro; 1x0 para o Brasil e uma leve mudança no panorama do jogo. A Argentina continuava em suas investidas até que o árbitro chinês inventou uma falta dentro da área de Danilo em Di Maria. Pênalti, e pra cobrança foi ele: o craque Messi. Era ele e Jefferson, o melhor goleiro do Brasil, a meu ver. E advinha o que aconteceu? O goleiraço do Botafogo defendeu o pênalti do cara que ainda é considerado o melhor jogador do mundo por muitos (confesso que hoje, em minha cabeça, permeia uma dúvida enorme). E o goleiro que já estava sendo um verdadeiro gigante na defesa da meta brasileira, agigantou-se ainda mais.

Jefferson voa no cantinho baixo esquerdo pra defender a
cobrança do Monstro Lionel Messi. | Foto: Reuters
Ah, lembra da mudança no panorama, que falei acima? Então, o principal jogador brasileiro e companheiro do Messi no Barcelona-ESP decidiu aparecer um pouquinho no jogo. Neymar começou a dar boas arrancadas e chegou a finalizar bem (ok, mais ou menos), perdendo dois golaços.

Já a segunda etapa foi diferente; a Seleção Brasileira voltou do intervalo com outra postura. O time era mais compacto, a marcação estava melhor encaixada, a armação das jogadas estava sendo feita de uma forma muito mais eficiente, se comparado com o primeiro tempo. Até que aos 18', Diego Tardelli marca o segundo gol dele e do Brasil no jogo.

OBS.: Se Fred e Jô tinham alguma esperança de voltarem à Seleção após o fiasco da Copa, podem esquecer. Diego Tardelli mostrou a que veio e garantiu a camisa 9. E eu cansei de pedi-lo na Seleção, e era chamado de louco...

Depois do gol, bastou administrar o resultado da partida. Nem mesmo as mexidas de Tata Martino alteraram o panorama do jogo; Higuaín (na vaga de Agüero) e Pastore (na vaga do fraco Lamela) não conseguiram grandes jogadas. E assim Dunga conquistou seu primeiro título depois de seu polêmico retorno à Seleção Brasileira de Futebol. Será que outros virão?

Jogadores e Comissão técnica comemoram o primeiro título da nova 'Era Dunga'. | Foto: Mowa Press

Nenhum comentário:

Postar um comentário