Seleção Olímpica do Brasil bate a Seleção Boliviana principal com facilidade e exibe que o futuro da Seleção Brasileira principal pode ser muito melhor que a atual
Por: Lucas NunesSou obrigado a admitir; quando o Alexandre Gallo assumiu as categorias de base, achei uma grande falha da CBF. Como um cara que não tinha tradição nenhuma, nunca havia treinado com sucesso um grande clube na carreira, poderia assumir a coordenação das categorias de base da Seleção Brasileira de Futebol, do futuro da "nata" do futebol nacional? Os poucos e quase inexpressíveis títulos conquistados desde que assumira a pasta (é, também, o treinador das seleções de base) aumentavam a minha desconfiança no treinador. Mas, confesso, depois do jogo de sábado (amistoso contra a Bolívia em Cuiabá, 3x1 para os garotos brasileiros), eu fiquei muitíssimo animado.
Vi, sexta a noite, na Seleção Brasileira Olímpica (ou sub-21, como queiram) um padrão de jogo que não encontrei na seleção principal contra a Argentina no dia seguinte. Toque de bola, velocidade, armação inteligente de jogadas de ataque, defesa concisa e time compacto, tirando os espaços de jogo da Bolívia; enfim, assisti o futebol que eu tanto queria em uma Seleção Brasileira de Futebol. O futebol que não iria receber uma humilhação de 7x1 da Alemanha. Poderia até perder, mas não de forma vexatória.
- O jogo
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| Os jogadores do sub-21 mostraram contra a Bolívia que podem representar - e muito bem - a Seleção Principal em poucos anos | Foto: Felipe Schmitt - globoesporte.com |
Podemos parafrasear o grande Washington Rodrigues, o "Apolinho", lendário comentarista esportivo da Super Rádio Tupi, e afirmar com toda a clareza que cada tempo foi um tempo diferente. Mas uma série de fatores colaboraram que assim o fosse. Acredito que o principal tenha sido o fator "preparação física". O time brasileiro cansou na segunda etapa. Deveras; eles são garotos, e não máquinas de jogar futebol. Mas isso não interferiu muito, pois o resultado já estava construído e o time adversário era a combalida Bolívia.
O primeiro tempo foi arrasador; domínio de jogo, belas jogadas de ataque, velocidade nos comandos ofensivos e boas finalizações, sobretudo com o trio de ataque Thalles, Anderson Talisca e Ademilson. O gol não tardou a sair: aos 14', Fabinho, lateral direito cria de Xerém (Fluminense), e que atua no Mônaco, passou por quatro bolivianos (inclusive o goleiro) e rolou pra Thalles (ou "BaloThalles", como chama a torcida do Vasco) empurrar pro fundo da rede.
Depois do gol, o time boliviano retraiu-se ainda mais, ampliando o domínio brasileiro. E a chave para vencer a bem postada defesa adversária era a velocidade, que já vinha sendo utilizada. E aos 38', saiu o segundo gol; o nome do jogo, Thalles, lançou Luan, que não desperdiçou: 2x0 no placar. E no minuto seguinte saíra mais um gol; o mesmo Thalles completou cruzamento de Ademilson e deu números finais ao placar pro Brasil.
Na segunda etapa o ritmo foi diferente. O time boliviano voltou com mais fôlego e começou a impor o seu ritmo de jogo. As alterações feitas por Alexandre Gallo não surtiram o efeito esperado e a seleção brasileira acabou sofrendo um gol. Lizio, aos 15', descontou. Mas nada que estragasse a festa brasileira em Cuiabá.
Se os meninos brasileiros souberem dosar durante uma partida o ritmo de jogo, de modo a não usar todas as suas energias durante só uma etapa. O jogo foi contra a Bolívia, mas e se fosse contra um adversário mais forte? Temos que ter cuidado e estar preparados para isso! Se esse pequeno problema for corrigido, podem escrever, a medalha de ouro em 2016 é nossa e com a entrada de alguns jogadores nesse time (Jefferson, David Luiz, Thiago Silva, Oscar, Neymar, Bernard, Willian, enfim...), podemos facilmente conquistar o Hexacampeonato em 2018. O segredo, agora, é lapidar essas joias!
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